Psol e Rede pedem cassação do mandato de Cunha

O PSOL entrou nesta terça-feira (13), no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados com um pedido de cassação do mandato do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por quebra de decoro parlamentar. O pedido foi endossado pela Rede e assinado por cerca de 50 parlamentares de sete partidos (PSOL, Rede, PT, PSB, Pros, PPS e PMDB).

No pedido, o partido toma como base um documento encaminhado na semana passada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que atesta como verdadeiras as informações de que Cunha e familiares têm contas na Suíça e que, supostamente, teriam recebido dinheiro fruto do pagamento de propina em contratos da Petrobras investigados na Operação Lava Jato.

O deputado Ivan Valente (Psol-SP) afirmou que as acusações contra Cunha são graves e que a sua situação é insustentável. Já o líder da Rede, deputado Alessandro Molon (RJ), afirmou que o partido só assinou a representação quando houve a certeza de que há fatos contradizendo o que o presidente disse em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. “Com as informações que se tem, já é possível dizer que o presidente não pode mais permanecer na Casa e que o deputado precisa ser cassado”, afirmou.

O líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), justificou o fato de o partido não assinar a representação por não haver provas suficientes que condenem Eduardo Cunha. “A oposição não tem elementos para deliberar sobre isso, porque não tem sequer os documentos. Há um anúncio de movimentações bancárias que para nós já foi o suficiente para pedir o afastamento dele, mas não para gerar a condenação no Conselho de Ética. Eu não iria prejulgar”, explicou Sampaio.

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