“Falta controle na gestão do prefeito ACM Neto”, afirma Lessa

Após mais uma acusação de desvio de verba na Prefeitura de Salvador, o vereador Arnando Lessa (PT) pontuou que tem faltado controle na gestão do prefeito ACM Neto (DEM) e disse ser importante que auditorias internas sejam realizadas para que fique comprovado que as práticas não são corriqueiras e não continuarão a ocorrer dentro dos órgãos municipais. “São fatos lamentáveis que demonstram a falta de controle da gestão do prefeito ACM Neto para com os seus segmentos que manipulam recursos públicos”.

Somente no mês de setembro, três escândalos envolvendo desvio de dinheiro público atingiram a gestão do prefeito ACM Neto. O último, divulgado nesta terça-feira (29), envolve uma funcionária da Secretaria Municipal de Saúde acusada de desviar R$ 5 milhões de folhas de pagamentos do órgão “A checagem dessas folhas de pagamento era feita por quem? Quais os imediatos que autorizavam, detectavam e pagavam?”, questionou. “Primeiro o secretário Paupério, depois o gestor do Fundo Municipal de Assistência Social que desviou R$ 100 mil de bolsa auxílio para desabrigados com as chuvas. E agora uma funcionária municipal de saúde. Como gestor público, Neto precisa explicar o que tem ocorrido à casa legislativa” declarou o vereador.

Para Lessa, o caso do secretário Alexandre Paupério é um dos mais graves. “Soube que ele vai sair. Mas a saída dele não resolve o problema. Ele precisa responder por todos os atos, seja como gestor, com a licitação do mobiliário escolar, seja como executivo privado que manipulou licitações de recursos públicos na Secretaria de Educação entre 2009 e 2012”.

Já sobre o caso de Thiago, ex-gestor do Fundo, ligado à Secretaria Municipal de Combate à Pobreza, o vereador disse que o secretário da pasta Bruno Reis, assim como os antigos secretários, precisam dar esclarecimentos sobre os critérios de escolha para assumir tal posto de extrema importância por gerir recursos destinados à pessoas carentes. Lessa por diversas vezes denunciou, no plenário da casa legislativa municipal, que desabrigados não estavam recebendo o bolsa auxílio. “Alguém que escolhe outra pessoa para administrar recursos tem que ter critérios para essas escolhas. Eram recursos do povo desabrigado das chuvas, o povo que sofreu com a queda de encostas. Foi um fato isolado? Ao demitir esse servidor acabou o problema? Será que não existem outros órgãos contaminados?”, destacou.

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