Salvador: maternidade do Hospital Santo Amaro não pode fechar, diz sindicato

A situação já crítica do atendimento obstétrico em Salvador pode ser agravada a qualquer momento, caso se confirmem os rumores da suspensão do atendimento da maternidade do Hospital Santo Amaro, da Fundação José Silveira.

O assunto foi tratado com os médicos do Hospital numa reunião, na noite desta segunda-feira (28), com a presença de dirigentes do Sindicato dos Médicos (Sindimed), Associação de Obstetrícia e Ginecologia (Sogiba) e do Conselho Regional de Medicina (Cremeb). A preocupação dos profissionais se justifica, na medida em que a maternidade concentra hoje 25% dos leitos obstétricos de Salvador.

Durante a reunião, foi sugerido que a preocupação das entidades médicas seja levada, inclusive, ao deputado Antonio Brito, que conhece bem a Fundação José Silveira e tem atuação constante na área da saúde da Bahia. O Sindimed também já solicitou uma reunião com os gestores do Sto. Amaro para discutir a situação da maternidade.

Embora fundamental para a cidade, a maternidade do Sto. Amaro se utiliza de práticas preocupantes, como é o fato do plantonista de obstetrícia atuar como Médico de Guarda, ficando responsável por todo o movimento pós-cirúrgico do hospital, que inclui, por exemplo, procedimentos relacionados a operações bariátricas e até de próstata, que nada tem a ver com a área de ginecologia e obstetrícia.

Caso se configure mesmo o fechamento que todos temem, haverá uma sobrecarga insustentável em maternidades como a Tcylla Balbino, e a Climério de Oliveira, cujos atendimentos se comparam ao do Sto. Amaro. Isso pode significar o colapso do atendimento obstétrico na Bahia, que já vive no limite.

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