Ministério da Saúde lança campanha de combate ao narguilé

narguileO consumo do narguilé tem aumentado no país, principalmente entre os jovens. Mais de 212 mil brasileiros admitem usar o cachimbo, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS). Segundo dados da PNS e da Pesquisa Especial de Tabagismo (PETab), entre os jovens homens fumantes (entre 18 e 24 anos), o percentual de usuários do produto mais que dobrou nos últimos cinco anos, passando de 2,3% em 2008 para 5,5% em 2013. Para alertar sobre os malefícios do consumo do produto, o Ministério da de Saúde e o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) apresentaram campanha em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado no último sábado (29).

Na avaliação do ministro da Saúde, Arthur Chioro, o caráter social e a glamourização contribuem para atrair jovens. “Você tem toda uma dimensão de glamour e pressupõe uma socialização que é muito forte no comportamento dos adolescentes”, alertou.  Outro fator que justifica o aumento do consumo é a falsa ideia de que ele não faz tão mal à saúde. Diferente do que muitas pessoas pensam, a água do narguilé não filtra as substâncias tóxicas e o volume de fumaça inalada é maior do que ao fumar um cigarro comum.

“Ele multiplica em 20 a 30 vezes o risco de um fumante pesado”, alerta Luiz Felipe Ribeiro Pinto, vice-diretor geral do Inca. Além disso, a capacidade de viciar é maior, uma vez que a nicotina está presente em quantidades maiores. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma sessão que dura em média de 20 a 80 minutos corresponde à fumaça de 100 cigarros. “É uma tentativa de querer comercializar o tabaco como um produto menos tóxico, o que não é verdade”, alerta o especialista.

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