Psiquiatras cobram responsabilidade da prefeitura de Salvador

SaudeOs médicos psiquiatras da Bahia manifestam veemente repúdio às afirmações feitas pela Secretaria de Saúde do Município de Salvador, no jornal Bahia Meio Dia da última segunda-feira (31), acusando psiquiatras de terem abandonado suas funções em CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) de Salvador por se recusarem a cumprir a carga horária das unidades. Tais afirmações são difamatórias e não condizem com a verdade, atingindo de forma irresponsável não apenas com os psiquiatras, mas toda a categoria médica.

Na realidade, devido ao longo período de descaso e má gestão na área de saúde, notadamente na área de saúde mental, os profissionais foram obrigados a trabalhar em ambiente insalubre, sem estrutura básica para os atendimentos, sofrendo com a insegurança, assaltos frequentes e até mesmo tiroteios, sem que a Prefeitura tivesse tomado medidas reais para oferecer condições dignas de atendimento aos trabalhadores e pacientes.

A afirmação da diretora de Saúde Básica, Luciana Peixoto, de que vai contratar médicos clínicos para atuar como psiquiatras em CAPS II não se sustenta porque isso é proibido pela Portaria federal que rege o serviço. O psiquiatra é o único médico especialista com competência técnica para a função.

Os médicos baianos, em especial os psiquiatras, reiteram a preocupação com a atual situação dos pacientes e reafirmam a disposição em colaborar com a administração pública, desde que aborde de forma séria e responsável os graves problemas da área da saúde. A sociedade cobra dos gestores que cumpram com a obrigação de proporcionar assistência digna e de qualidade à população.

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