Valmir defende a permanência do ministério da Promoção da Igualdade Racial

valmir_assuncaoA possibilidade de redução do número de ministério no país tem preocupado o parlamentar federal Valmir Assunção (PT-BA). Durante pronunciamento na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (1º), o petista disse que o debate perpassa pela sociedade brasileira, mas que é mais um ponto desenvolvido pela “direita oposicionista” para fazer o país retroceder. “O governo Dilma tem anunciado em todos os jornais que vai diminuir em torno de dez ministérios, e haverá um período de análise para decidir quais serão essas pastas que serão cortadas. Minha preocupação é que toda a população reconhece e sabe que foi no período dos governos de Lula e Dilma que mais a população negra teve oportunidade neste país. E eu não posso aceitar que depois de grandes avanços que tivemos, vamos discutir para se acabar com o Ministério da Promoção da Igualdade Racial”, aponta Assunção.

Ainda durante o pronunciamento, o deputado baiano disse que mais de 60% da população no Brasil são de pardos e negros e, no parlamento, só 3% são negros. “Isso porque não tivemos oportunidades, ao longo da nossa história, mas conseguimos avançar nos governos de Lula e Dilma e foi justamente neste período que foi aprovado o Estatuto da Promoção da Igualdade Racial no país. Na Bahia, eu fui o responsável por construir uma lei, que é o Estatuto Estadual, que o então governador Jaques Wagner encaminhou para a Assembleia Legislativa, onde foi aprovado. Esse Estatuto estabelece um fundo para a população negra. E também foi neste período que a ONU [Organização das Nações Unidas] estabeleceu esta como a década do afrodescendente, com isso, nós temos a responsabilidade de estar, cada vez mais, construindo políticas públicas e ações afirmativas que são fundamentais para a nossa população”, completa.

Para Valmir, é preciso ir na contramão desta proposta e fortalecer mais a Secretaria da Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, que tem caráter de ministério no país. “Temos que fortalecer com mais recursos para criarmos ainda mais políticas públicas para a população negra. Tenho convicção que o Movimento Negro do Brasil tem que participar deste debate, discutir e reagir para não acabar com esse ministério, que é um grande instrumento para poder criar oportunidade para a população negra”. Assunção aponta ainda que, com os governos petistas, se estabeleceu a política de cotas, para ingresso nas universidades públicas e nos concursos públicos. “E hoje, se não fossem as cotas, os negros não estariam nos bancos das universidades, não fariam os cursos de medicina e direito. Ao estudar, eles têm a oportunidade de fortalecer a família, a relação com a sociedade, e isso é fundamental”.

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