Pedido de impeachment assinado por fundador do PT vira principal arma da oposição

espantoTão logo o pedido de impeachment contra a presidente Dilma, de autoria do jurista e um dos fundadores do PT, Hélio Bicudo, foi protocolado na Câmara,nesta terça-feira (1º), deputados e senadores de oposição passaram a se articular no sentido de apoiar a proposta ou mesmo assinarem a documento.

Entusiasmadas com a possibilidade de ter nas mãos um requerimento embasado juridicamente diferentemente dos que até agora foram apresentados Câmara, as lideranças da oposição devem se reunir com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) nesta quarta-feira (2) para pedir que ele dê andamento à proposta na Casa.

A ideia de assinar também o pedido partiu do líder do PPS, Rubens Bueno (PPS-PR), quando soube da  apresentação, na terça-feira, pela manhã, durante uma reunião de lideranças da oposição com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre a proposta orçamentária apresentada nesta semana pelo governo. Parte do grupo apoia a ideia de Bueno, entre eles, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SDD).

No entanto, há lideranças tucanas, como Bruno Araújo (PE), líder da Minoria, e Nilson Leitão (MT), vice-líder do PSDB na Câmara, que apostam que o pedido deve caminhar de forma “pura”, ou seja, com a carga simbólica de ter sido apresentado por um fundador do partido da presidente.

O documento apresenta mais 400 páginas e é assinado pela filha do jurista, Maria Lúcia Bicudo, e pela advogada Janaina Paschoal. Professora de Direito da Universidade de São Paulo (USP), Janaina também contribuiu para o parecer encomendo pela oposição ao ex-ministro e jurista Miguel Reali Júnior, no início deste ano.

“À Câmara dos Deputados Federais rogamos que coloque um fim nesta situação, autorizando que a Presidente da República seja processada pelos delitos perpetrados, encaminhando-se, por conseguinte, os autos ao Senado Federal, onde será julgada para, ao final, ser condenada à perda do mandato, bem como à inabilitação para exercer cargo público pelo prazo de oito anos, nos termos do artigo 52, parágrafo único, da Constituição Federal. É o que ora se requer!”, diz o pedido. (Com informações do Ultimo Segundo)

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