PSOL destaca que a manifestação desta quinta-feira (20), não foi criada para defender Dilma

psolO Partido Socialismo Liberdade (PSOL) divulga, através de nota, que irá participar da manifestação “Tomar as Ruas por Direitos, Liberdade e Democracia”, nesta quinta-feira(20), com saída da Praça do Campo Grande, às 14hs, em direção à Praça da Piedade, onde será realizado ato político e cultural com a participação de diversos setores da sociedade civil e movimentos sociais.

Cerca de doze entidades integrantes do movimento de moradia, incluindo, o Movimento Sem Teto Democrático e de Lutas (MSTB-DL), Intersindical, movimento negro, de juventude e de mulheres irão realizar caminhada no centro da capital baiana. O PSOL esclarece, no entanto, que o ato programado para amanhã não foi construído pelo PT e CUT, como está sendo divulgado pelos veículos de comunicação.

Muito pelo contrário, partidos e sindicatos da base aliada do Governo Federal, quando tomaram conhecimento do pedido de impeachment que iria ser puxado em 16 de agosto, por alguns movimentos ligados ao DEMPSDB, como o Movimento Brasil Livre, decidiram apoiar e participar do ato do dia 20, que tem na sua versão original uma jornada nacional em defesa da democracia, dos direitos sociais e contra o ajuste fiscal de Dilma e Levy.

O PSOL salienta que não é a favor do pedido de impeachment da Presidente Dilma, solicitada pela direita brasileira, mas, também, não é favor da política adotada pelo Governo Federal como, por exemplo, a chamada “Agenda Brasil” na qual prevê a regulamentação das terceirizações, a revisão do marco jurídico das áreas indígenas, aceleração das licenças ambientais, a cobrança dos serviços no SUS, ampliação da idade mínima para aposentadoria, dentre outras medidas.

Portanto, o PSOL deixa claro que irá às ruas para lutar por mais direitos sociais, contra o avanço conservador e contra à política de ajuste fiscal do Governo Dilma Roussef. “A política econômica do Governo joga a conta nas costas do povo. Ao invés de atacar direitos trabalhistas, cortar investimentos sociais e aumentar os juros, defendemos que o governo ajuste as contas em cima dos mais ricos, com taxação das grandes fortunas, dividendos e remessas de lucro, além de uma auditoria da dívida pública. Somos contra o aumento das tarifas de energia, água e outros serviços básicos, que inflacionam o custo de vida dos trabalhadores. Os direitos trabalhistas precisam ser assegurados: defendemos a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e a valorização dos aposentados com uma previdência pública, universal e sem progressividade”, declara trecho do manifesto do dia 20 de agosto.

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