Perigo: deficiências da Salvamar são expostas na Câmara de Vereadores

salvamar“A Salvamar está definhando”, alertou o salva-vidas Pedro Barreto, que representou a Associação de Salvamento Aquático na Tribuna Popular da Câmara Municipal de Salvador, na sessão ordinária desta segunda-feira (06). Segundo ele, a Coordenadoria de Salvamento Marítimo da Prefeitura de Salvador está com um efetivo reduzido para atender aos 50 quilômetros de orla, cerca de 80 profissionais.

A situação é ainda mais grave, frisou, pelo envelhecimento do quadro, referindo-se ao fato de 35% já merecer aposentadoria especial por atividade insalubre e de risco. Entre as deficiências que revelam a crise no Salvamar, Pedro Barreto apontou ainda a falta de equipamentos, a sede sucateada, a favelização dos postos salva-vidas, a falta de carros para distribuição dos profissionais e de investimentos em qualificação e treinamento.

Por ironia, Pedro Barreto disse que os salva-vidas estão “morrendo afogados”, tendo que salvar banhistas sem equipamentos e ainda carregar nos braços na tentativa de salvamento. “Muitos vão trabalhar com os próprios carros, porque são apenas três carros para distribuir os 80 salva-vidas e seus materiais”, denunciou, lembrando que as antigas torres, pioneiras, estão abandonadas e os profissionais obrigados a trabalhar em tendas de lona, muitas delas lascadas.

“Nem protetor solar recebemos”, acrescentou, deixando claro que a categoria sequer foi consultada pela prefeitura durante o projeto de qualificação da orla.

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