Everaldo Augusto pede apoio do MP para regulamentar taxistas auxiliares

taximetroUma reunião no Centro Administrativo da Bahia (CAB), na manhã de terça-feira (16), discutiu a situação dos taxistas auxiliares de Salvador. O encontro com representantes do Ministério Público (MP-BA) foi solicitado pelo vereador Everaldo Augusto e pelo deputado federal Davidson Magalhães, do PCdoB, e contou com a presença de representantes da Associação dos Taxistas Auxiliares de Salvador (Atas). A primeira reunião para tratar o tema aconteceu em 14 de abril com o Ministério Público do Trabalho (MPT).

As duas ações fazem parte dos desdobramentos da sessão especial realizada na Câmara Municipal no dia 6 de março, proposta pelo vereador Everaldo Augusto. Para ele, que encaminhou representações aos órgãos e cobra do prefeito a regulamentação da categoria, os dois encontros foram importantes para destravar a luta por melhores condições de trabalho para os auxiliares. “Estamos dando continuidade às ações que o mandato está desenvolvendo para resolver uma situação grave que perdura há muito tempo sem solução. Mais de 80% dos taxistas que circulam na cidade são auxiliares, que possuem apenas deveres e não possuem direitos como garantias de uma relação comercial e regulamentação profissional”, disse o vereador, ressaltando que a prefeitura desconhece estes fatos, o que gera insatisfação da categoria.

A reunião “é um reconhecimento destes parlamentares, que são sensíveis à nossa causa e estão nos ajudando. Batemos em muitas portas e não fomos recebidos. Espero que o Ministério Público possa investigar a fundo para conseguir um resultado final”, disse Jairo Conceição, presidente da Atas.

Segundo o deputado Davidson Magalhães, “é preciso reduzir a jornada, além do valor do aluguel das diárias, e garantir melhorias para a qualidade de vida deste profissional que presta serviço auxiliar sem o regime da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas)”.

Em alguns casos, os auxiliares chegam a pagar R$ 800 pelas diárias dos veículos sem que lhes sejam preservados nenhum direito trabalhista.

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