Servidores municipais cobram reajustes e greve pode ser decretada

sindseps_smsOs servidores municipais de Salvador resolveram entrar em estado de greve. A decisão foi tomada nas duas assembleias realizadas nesta terça-feira (02), na frente do prédio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), no bairro do Comércio.

No ato promovido pelo Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps), os trabalhadores também decidiram pela realização de uma nova assembleia, desta vez, na frente da Secretaria Municipal de Gestão (Semge), no Vale dos Barris. O novo encontro será no próximo dia 09, às 08h.

As diversas profissões do serviço público municipal estiveram representadas e os reclames feitos apontavam a falta de respostas por parte da Prefeitura de Salvador, principalmente em relação à pauta de reivindicações da categoria. Os servidores pedem o pagamento do piso salarial dos agentes de saúde, reajuste dos salários dos profissionais de saúde, realização de concursos públicos e aumento do valor do auxílio alimentação.

Um movimento chamou atenção durante a assembleia: profissionais dos serviços de saúde pública participaram do ato vestidos com camisetas pretas. O protesto é contra a administração municipal que não tem cumprido os reajustes e determinações previstas no Plano de Cargos e Vencimentos aprovado em 2010.

Os agentes de saúde também protestaram contra a Prefeitura de Salvador que não cumpre o disposto na Lei 12.994 aprovada no ano passado. Segundo o texto aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pela Presidência da República, o salário destes profissionais deve ser R$ 1.014,00 (mil e quatorze reais). Enquanto isso, a categoria ainda recebe como vencimento, o valor de R$ 692,08 (seiscentos e noventa e dois reais e oito centavos).

Um indicativo de greve será avaliado na próxima assembleia. Segundo o coordenador geral do Sindseps, Everaldo Braga, a categoria não aceita a falta de sensibilidade por parte da gestão municipal na Mesa de Negociação. “Rejeitamos esse modelo de negociação que tenta nos vencer pelo cansaço. Manteremos nossa mobilização com estado de greve e decidiremos sobre uma paralisação na próxima assembleia. Não seremos precipitados e estamos sendo estratégicos para conseguir êxito em favor dos servidores. Só não podemos ser prejudicados por uma intenção de precarizar nossos serviços e desvalorizar nossos salários. Nós reagiremos a isto com firmeza”, afirmou Braga.

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