PSOL convoca militância para o Dia Nacional de Paralisação

psolReunidos no último final de semana, em Brasília, membros do Diretório Nacional do PSOL fizeram um amplo debate sobre a conjuntura do país, frente às medidas adotadas pelo governo Dilma e pelo avanço das pautas conservadoras em discussão no Congresso Nacional. A partir de uma rodada de debates, que durou toda a manhã de sábado (16), por consenso os dirigentes do partido aprovaram uma resolução que aponta como deve ser a atuação de sua militância e de sua bancada no próximo período, indicando a participação no Dia Nacional de Paralisação rumo à greve geral, marcada para a próxima sexta feira (29), em todo o país.

Nesse dia, centrais sindicais, entre as quais a Intersindical e a CSP-Conlutas, e diversas entidades de trabalhadores, dos setores público e privado, promoverão uma série de atividades de mobilização e greve contra os projetos que atacam frontalmente os direitos dos trabalhadores, entre os quais o da terceirização, que agora tramita no Senado Federal como PLC 30/2015, e as propostas de ajuste fiscal gestadas pelo Palácio do Planalto.

Para o PSOL, o momento de uma profunda crise, em especial de ordem econômica, mas com desdobramentos político, social e ambiental, exige unidade com base em saídas à esquerda. Dois fatores envolvem a crise: “a fadiga e o esgotamento do modelo implementado no Brasil há pouco mais de uma década de governos encabeçados pelo PT; e a crise internacional iniciada em 2008, que anteriormente não havia chegado com força ao país, mas que hoje atinge em cheio sua dinâmica de desenvolvimento, em especial pela baixa geral nos preços das commodities”, avalia trecho da resolução aprovada no último sábado.

Na avaliação do partido, as alternativas apresentadas pelo governo do PT/PMDB são conservadoras e atacam, diretamente, a classe trabalhadora e os setores mais empobrecidos da população. Como exemplo das políticas adotadas pelo governo, estão as MPs 664 e 665, aprovadas recentemente na Câmara dos Deputados, que dificultam o acesso a conquistas históricas, como o seguro-desemprego e a pensão por morte.

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