Projeto que propõe tratamento psicológico de agressores é aprovado na Câmara

paulcamaraNa sessão ordinária da última quarta-feira (06), a Câmara Municipal aprovou o Projeto de Indicação nº 98/2015, que propõe ao Governo do Estado o tratamento psicológico de agressores, com a sua inclusão em programas de reeducação, como parte importante no controle e combate à violência doméstica contra a mulher, em atendimento ao Artigo 30 da Lei Maria da Penha.

“O objetivo principal é tratar o agressor para que ele não continue reproduzindo o mesmo comportamento, seja pela situação da vítima, seja pelas pessoas que presenciam a agressão, sobretudo os jovens, que podem reproduzir esse tipo de atitude na escola ou futuramente quando estiverem adultos”, justifica Paulo Câmara.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE, 2009) mostra que 48% das mulheres agredidas declararam que a violência aconteceu em sua própria residência. Outro dado preocupante de uma pesquisa realizada em novembro de 2014 pelo Instituto Avon em parceria com o Data Popular aponta que 3 em cada 5 mulheres jovens já sofreram violência em relacionamentos.

O Balanço do Ligue 180 Central de Atendimento à Mulher da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) revela outro dado desanimador – 77% das mulheres que relatam viver em situação de violência sofrem agressões semanal ou diariamente. Em mais de 80% dos casos, a violência foi cometida por homens com quem as vítimas têm ou tiveram algum vínculo afetivo: atuais ou ex-companheiros, cônjuges, namorados ou amantes das vítimas.

Também no dia 6, a Casa Legislativa aprovou outro projeto de Paulo Câmara, o Maria da Penha Vai às Escolas, que propõe a criação de material didático e ações que tratem desse tema dentro do ambiente escolar. A ideia é realizar atividades que visem à reflexão e a crítica sobre o problema e os meios de combatê-lo.

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