Carnaval 2016 é tema de audiência pública nesta quinta-feira (23)

LessaNesta quinta-feira (23), irá acontecer mais uma audiência pública para discutir o planejamento do Carnaval 2016 no Centro Cultural da Câmara dos Vereadores de Salvador, na Praça da Sé. A audiência será realizada pela Comissão Especial do Carnaval, presidida pelo vereador Arnando Lessa (PT). Estarão presentes o superintendente da Bahiatursa, Diogo Medrado, entidades carnavalescas e vereadores. A audiência ocorre às 9 horas e é aberta ao público.

Na última quinta-feira (16), aconteceu a primeira audiência deste ano feita pela Comissão Especial do Carnaval. O evento teve a presença do presidente do Conselho Municipal do Carnaval (Comcar), Pedro Costa, membros do Conselho, entidades carnavalescas e vereadores que integram o colegiado da casa legislativa. Na ocasião, o presidente do Bloco Cheiro de Amor, Windson Silva, voltou a relatar denúncias de venda e arrendamento de vagas no circuito da Barra/Ondina por valores que chegam a R$ 1 milhão. O vereador Arnando Lessa colheu as denúncias e classificou como um “absurdo” blocos negociarem o espaço público. O vereador garantiu que as denúncias serão encaminhadas ao Ministério Público da Bahia.

A Comissão Especial do Carnaval tem o objetivo de debater e acompanhar todo o processo de realização da festa por parte dos Executivos Municipal e Estadual, do Conselho Municipal do Carnaval (Concar) e dos segmentos interessados, como empresários, entidades carnavalescas e donos de blocos. Segundo o vereador Arnando Lessa, a Comissão vai contribuir ainda mais para a transparência da festa, com a indicação de ações propositivas. “Queremos sugerir, propor e melhorar as ações desenvolvidas para que a festa se torne cada vez mais democrática, feita pelo povo e para o povo”, explica. O colegiado é composto pelos vereadores Euvaldo Jorge (PP), vice-presidente; Katia Alves (DEM), relatora; Duda Sanches; Everaldo Augusto (PCdoB); Suíca (PT); e Pedrinho Pepê (PMDB).

A Comissão pretende, também, apurar denúncias de negociações financeiras feitas pelos blocos em busca dos melhores espaços nos circuitos carnavalescos. Lessa e os demais membros do colegiado entendem que o Carnaval deve ser democrático, e não pode ser definido somente por aqueles que ganham dinheiro com sua realização. “É preciso ouvir todos os segmentos interessados, direta e indiretamente. Vamos aprofundar essa questão da hierarquia do desfile e discutir a possibilidade de um sorteio para a formação da fila, assim como já acontece nos carnavais do Rio de Janeiro e São Paulo”, ressalta o presidente da Comissão Especial do Carnaval.

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