Salvador: Câmara sedia debate sobre as condições de trabalho do Salvamar

audiencia_abasaA Câmara Municipal de Salvador promoveu, na tarde desta quinta-feira (26), uma audiência pública para discutir as condições de trabalho do Salvamar (Salvamento Marítimo de Salvador). Requerido pelo vereador Everaldo Augusto (PCdoB), o evento reuniu, no auditório do Centro de Cultura da Casa, profissionais e lideranças da categoria.

Segundo o vereador Everaldo Augusto, o objetivo da audiência é chamar a atenção da Prefeitura de Salvador para o estado de abandono que os profissionais de salvamento aquático enfrentam. “Não justifica que cidades menores sejam mais equipadas que Salvador”, frisou.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps), Everaldo Braga, o Executivo vem desrespeitando a população ao ignorar o trabalho realizado pelo Salvamar. “O prefeito ACM Neto deveria respeitar as pessoas. Quando não se oferece condições de trabalho aos salva-vidas, você não dá qualidade de vida aos cidadãos”, afirmou Braga.

Dentre as reivindicações da categoria, destacam-se a falta de manutenção na piscina de treinamento da sede, a disponibilização de materiais de atendimento pré-hospitalar, a reestruturação dos postos de observação, além da necessidade de realização de concurso público. Ainda segundo Everaldo Braga, a titular da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), Rosemma Maluf, “em nenhum momento fala em dar condições de trabalho a estes profissionais”. A Semop é a responsável pela gestão do Salvamar, que há 33 anos presta serviço à população.

[DDET Clique aqui e saiba quanto é gasto com cada salvamento na rede de saúde:]

“Quanto custa um salvamento?”. Com este questionamento o coordenador de cursos Antônio Barbosa alerta os poderes públicos para a importância de investimento na área. Segundo ele, aplicar em equipamentos e condições de trabalho seria mais viável que o gasto com internamentos em unidades públicas de saúde.

Os dados apresentados pelo coordenador apontam que entre 2008 e 2011 ocorreram 34 mil incidentes de afogamento. Destes, 27 mil resultaram em mortes. O gasto total com estes casos rende o saldo negativo de R$ 6, 3 bilhões ao governo.

Ao final da audiência pública, o vereador Everaldo Augusto explicou que as reivindicações expostas no evento serão encaminhadas ao Ministério Público (MP-BA) para que este intervenha no impasse através do setor de Patrimônio e Gestão Pública. O objetivo, segundo ele, é que a Prefeitura assine um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) e se comprometa a resolver a situação oferecendo equipamentos e condições de trabalho aos profissionais.

O coordenador de Serviços do Salvamar, João Luís Gomes, e o presidente da Associação Baiana de Salvamento Aquático (Abasa), Pedro Barreto, também integraram a mesa de trabalho. [/DDET]

Share

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

FOLLOW @ INSTAGRAM