Centrais pedem revogação das MPs que limitam direitos dos trabalhadores

centrais_renanAs centrais sindicais — CUT, CGTB, CSB, CTB, Força Sindical, Nova Central e UGT — se reuniram, nesta terça-feira (10), com os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para discutir os efeitos das medidas provisórias 664 e 665, ambas de 2014, que alteram regras para a concessão de benefícios trabalhistas e previdenciários, como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-reclusão, pensão por morte e seguro-desemprego.

As centrais têm posição contrária às MPs, editadas pelo governo federal, por considerá-las prejudiciais ao trabalhador ou a seus dependentes, e querem dialogar com o Executivo e com o Congresso para que sejam revogados ou tenham seus efeitos mitigados. “A nossa luta é para que não haja nenhum retrocesso, já que serão muitos os prejuízos causados aos trabalhadores, caso as medidas sejam sacramentadas”, defende o presidente da CTB, Adilson Araújo.

Os dirigentes sindicais entregaram a Eduardo Cunha “Nota das centrais sindicais em defesa dos direitos e do empregoo”. No documento, assinado pela CUT, CGTB, CSB, CTB, Força Sindical, Nova Central e UGT, as lideranças sindicais criticam a edição das duas MPs, já em vigor. Eles reivindicam revogação das medidas consideradas prejudiciais aos trabalhadores.

As MPs serão analisadas por comissões mistas, formadas por deputados e senadores. Caso aprovadas, seguirão para votação nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O Congresso tem até o dia 2 de abril para votar as medidas provisórias. Se não forem aprovadas até lá, proposições perdem a validade.

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