Centrais Sindicais preparam protesto nacional no próximo dia 28

atençãoAs centrais sindicais decidiram nesta terça-feira (13), que farão um protesto nacional, no próximo dia 28 de janeiro, contra as Medidas Provisórias 664 e 665, anunciadas pelo governo federal no último dia 30 de dezembro, que tratam das mudanças nas regras de pagamento do abono salarial, seguro-desemprego, seguro-defeso, pensão por morte e auxílio-doença.

De acordo com o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, os sindicalistas querem a revogação das MPs. “Exigiremos a revogação das Medidas Provisórias. Para isto, preparamos fortes protestos e manifestações pelo Brasil”, afirmou Torres. As centrais programam para o dia 28 atos, passeatas e manifestações em diversas cidades do País. “Não podemos permitir, de forma alguma, retrocesso no que se refere aos direitos dos trabalhadores”, afirmou o presidente da Força.

Segundo Torres, os sindicalistas acreditavam que todas as questões relativas aos trabalhadores seriam previamente discutidas com as centrais. “Mas não foi isto o que aconteceu quando o governo restringiu o acesso ao seguro-desemprego e ao abono salarial editando a Medida Provisória no final do ano”, afirmou.

Lembrando a promessa da presidente Dilma Rousseff, que durante a campanha presidencial disse que não mexeria nos direitos trabalhistas “nem que a vaca tussa”, os sindicalistas avaliam ser “preocupante que um governo que tenha manifestado a intenção de manter o diálogo anuncie medidas que retiram direitos dos trabalhadores”.

Antes da manifestação, no entanto, as centrais sindicais esperam propor diretamente ao governo a revogação das MPs em uma reunião na próximo segunda-feira (19), em São Paulo, que deve contar com a presença dos ministros da Secretaria-Geral, Miguel Rosseto, do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, da Previdência, Carlos Gabas, e do Planejamento, Nelson Barbosa. “A reunião estava marcada apenas com o Manoel Dias e o Rosseto, mas hoje fomos informados que o Gabas e o Barbosa também querem e vão participar”, afirmou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna. (Com informações do Estadão)

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