Com bancada sindical reduzida, trabalhadores temem retrocesso

nordeste_sindsepsCom a menor bancada sindical no Congresso Nacional desde 1988, quando 44 sindicalistas compunham a representação no Legislativo, segundo levantamento do Sindicato de Servidores Públicos Federais (Sindsep), trabalhadores temem o retrocesso de direitos adquiridos ao longo dos últimos anos. O número de representantes da categoria no Legislativo caiu pela metade, de acordo com os resultados das urnas em outubro, e passará dos atuais 83 parlamentares para 46 a partir deste ano.

Por outro lado, a bancada empresarial que defende interesses de diversos setores manteve composição significativa na Câmara e no Senado, apesar de perder mais de 50 representantes na próxima legislatura. Os empresários passarão dos atuais 246 parlamentares para 190 no dia 1º de fevereiro.

Todos os números no Congresso podem mudar com as definições do Planalto sobre os cargos no Executivo, mas, ainda que nomes sejam cotados, o equilíbrio de forças dificilmente será alcançado. Do lado dos sindicalistas estão outros setores considerados vulneráveis como os movimentos indígenas e a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e travestis).

Para o coordenador geral do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), Bruno Carianha, esse panorama nas bancadas poderá trazer dificuldades nas aprovações de matérias relacionadas aos trabalhadores. “Enxergamos que essa diminuição do número de representantes ligados ao movimento sindical vai atrasar ainda mais alguns avanços em tramitação no Congresso Nacional. Notadamente, no serviço público, esses entraves serão ainda maiores. Esperamos que os quarenta e seis companheiros e companheiras que lograram êxito nas eleições sejam combativos e dedicados em representar os interesses de homens e mulheres que movem a economia do país e protegem as cidades”, declarou Carianha.

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