Será que Dilma terá um tucano na Fazenda?

joaquim_levyConfirmando as expectativas, o carioca Joaquim Levy será o ministro da Fazenda do segundo mandato de Dilma Rousseff. O anúncio foi feito em nota publicada pelo blog do Planalto. Junto com Nelson Barbosa, novo ministro do Planejamento, ele fará parte de uma equipe de transição até a posse ainda sem data definida.

Fora do bolsão de apostas de possíveis nomes para substituir Mantega até meados da semana passada, os rumores em torno do nome de Levy animaram o mercado. Na última sexta-feira, quando a posse do hoje CEO do Bradesco Asset Management já era dada como certa, a Bolsa registrou sua maior alta em três anos.

Se ele seguir o mesmo discurso que defendeu no passado, a expectativa é que, sob sua batuta, o Ministério da Fazenda adote um tom mais alinhado com os anseios do mercado. Entre os líderes do PT, o futuro ministro da Fazenda teria até ganhado o apelido de “Joaquim mãos de tesoura” graças às suas propostas ortodoxas, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo.

E é exatamente neste ponto que reside um dos principais desafios internos que Levy terá para frente. Formado em Engenharia Naval pela Universidade Federal do Rio De Janeiro (UFRJ), o futuro ministro tem doutorado em economia pela Universidade de Chicago – de tradição liberal.

Durante a corrida presidencial, o futuro ministro da Fazenda de Dilma teria se posicionado ao lado de Aécio Neves (PSDB). Segundo a Folha de S. Paulo, Levy seria próximo de Armínio Fraga, indicado para assumir o Ministério da Fazenda caso o tucano fosse eleito, e teria feito algumas sugestões para a área fiscal durante o processo de elaboração do programa de governo.

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