Suíca quer direitos iguais para estudantes portadores de deficiência visual

suica_plenárioResguardar o direito a uma educação especializada aos portadores de deficiência visual implementando metodologias que visem preparar educadores e instituições de ensino, capacitando e adquirindo máquinas de braile. Este é o objetivo do Projeto nº 230/2014 indicado pelo vereador Luiz Carlos Suíca (PT).

A iniciativa partiu de uma solicitação emocionada de uma mãe que viu a filha enfrentar exclusão dentro de todos os colégios que frequentou. A criança em questão tem dez anos e nós últimos quatro anos enfrenta sérios problemas por conta de professores que se recusam em fazer um curso de capacitação no Instituto de Cegos da Bahia (ICB) localizado no bairro do Barbalho. “Eles se recusaram e minha filha está prejudicada. Está toda atrasada nos estudos e não posso fazer nada porque a Constituição não obriga o professor a tomar o curso”, disse Marluce dos Santos.

Outro ponto questionado por Marluce é a falta de provas adaptadas para os deficientes que não são encaminhadas pela Secretaria de Educação Municipal. “Colocaram minha filha em uma sala com lápis, papel e borracha dizendo que ela tinha que aguardar os colegas terminarem para ela fazer a dela com acompanhamento. Quando procurei saber o motivo de ser tratada desta forma, eles disseram que não tinha prova adaptada e nem o professor sabia braile para fazer na máquina. Depois de tanto descaso resolvi retirar minha filha da escola”, disse a mãe indignada que afirmou já ter procurado ajuda nos órgãos responsáveis e não obteve resposta.

Para Luiz Carlos Suíca a indicação reflete a necessidade de diminuir os constantes conflitos existentes na esfera educacional, principalmente com a falta de programas que vise a assistência ao deficiente visual. Dignidade, independência e respeito. Acredito que esse projeto ofertará tudo isso para esses jovens alunos. O projeto irá responsabilizar a Secretaria de Educação do Município a capacitar os educadores para atender esses alunos e facilitar a aprendizagem deles”, disse o edil.

Ainda segundo Suíca, alunos com deficiência visual têm sido dispensados das avaliações de rotina por não existir no Município Lei que obrigue a produzir métodos que viabilizem melhor aprendizagem quando a Constituição brasileira assegura igualdade a todos perante a Lei. “Estamos na luta pela inclusão de todos e não podemos deixar que casos como o desta criança de dez anos sejam repetidos. Estamos solicitando que esta indicação seja abraçada pelo poder municipal e vamos acompanhar o desdobramento”, concluiu.

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