Críticas de FHC e Aécio foram deselegantes, diz Dilma

ReproduçãoA presidente Dilma Rousseff avaliou como “deselegantes” as críticas feitas por Fernando Henrique Cardoso a seu governo, durante sessão solene do Congresso pela passagem dos 20 anos do Plano Real, mas não quis bater boca com o ex-presidente. A estratégia da equipe de Dilma para a campanha da reeleição é mostrar que, enquanto os adversários criticam, ela cuida da administração e entrega obras.

Mesmo assim, o governo escalou ministros e dirigentes do PT para rebater Fernando Henrique, dando o tom de como será o discurso da campanha petista contra o candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves (MG). O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também fará, no palanque, o contraponto à ofensiva do PSDB.

“Foi o presidente Lula que resgatou o Plano Real, que sofreu um desvio no meio do caminho por causa da pedra da reeleição”, disse a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-chefe da Casa Civil, numa referência velada à denúncia de compra de votos no Congresso para o segundo mandato de FHC.

Gleisi não estava no plenário do Senado quando o ex-presidente partiu para o ataque contra os governos Dilma e Lula, apontando “fadiga de material” da administração do PT. Senadores petistas não compareceram à cerimônia de comemoração do Plano Real, mas negaram ter recebido orientação do Planalto para esvaziar a festa tucana. “Desde 2011 a presidente Dilma continua a operação salvamento do Plano Real”, afirmou Gleisi. “Eu gostaria de saber quantos países, em 11 anos de governo, conseguiram controlar a inflação e garantir o emprego com crescimento do consumo e da economia.”

A tática do PT para a campanha de Dilma à reeleição é bater na tecla do aumento do emprego e da renda desde 2003, quando Lula assumiu a Presidência, e fazer a comparação deste período com os oito anos do governo Fernando Henrique. “O presidente Lula sempre faz uma comparação como se a história começasse com ele. Está bem, cada um tem seu modo de ser, mas ele diz que a inflação, em 2002, era de 12% e agora é de 6%. Só que, em 2002, a inflação era dele, era o medo do Lula. Nós derrubamos quando era 40% ao mês”, comentou Fernando Henrique, nesta terça, em discurso no Senado. (Estadão)

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