Criação de CPI para investigar black blocs é medida ineficaz, avaliam senadores

ReproduçãoA ação violenta dos black blocs em manifestações de rua deve ser investigada pelas autoridades policiais e não pelo Congresso Nacional. A avaliação é do senador Jose Agripino (DEM-RN), ao comentar iniciativa do PMDB e do Solidariedade na Câmara de criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) sobre o tema.

Agripino, no entanto, acredita que o Congresso poderia apurar o financiamento dos manifestantes, em razão de suspeitas que apontam o suposto envolvimento de partidos políticos com os ativistas e o possível aliciamento de jovens para participar do grupo.

“Eu acho que a investigação já está em curso por parte dos órgãos policiais. Não sei até onde o Congresso poderia investigar. O que deve ser investigada é a ponta do véu que foi levantada sobre o financiamento dos ativistas, que a [manifestante] Sininho levantou. Isso, sim, é matéria para ser investigada. A ação dos ativistas é uma ação entregue à polícia para a polícia investigar” afirmou o senador.

Já o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), acredita que a investigação é possível, mas ele apontou uma “desmoralização” das comissões de inquérito, visto que “o governo se protegeu e sempre se blindou, especialmente diante de escândalos de corrupção”.

 “Nesse caso, o governo deveria ser investigado. Os vândalos que estiveram nas manifestações foram instrumentalizados, há denúncias de que foram financiados por políticos e partidos. Não esquecemos que, aqui em Brasília, quando da abertura da Copa das Confederações, assessores do Palácio do Planalto foram flagrados tumultuando uma manifestação pacífica diante do estádio Mané Garrincha, com a queima de pneus e atos de violência” completou Dias.

A investigação da atuação dos black blocs pelos parlamentares foi ironizada pelo senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP). Ele disse que, simultaneamente, também deveria ser criada uma comissão de inquérito para investigar o suposto envolvimento de políticos com empreiteiras. (Agência Senado)

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