José Rainha diz que Joaquim Barbosa nega sua raça e age como dono de engenho

ReproduçãoO líder sem-terra José Rainha Júnior afirmou nesta quarta-feira (08), após visitar o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), que o ministro Joaquim Barbosa nega sua raça e história ao agir de forma “injusta e arbitrária” contra os condenados do mensalão. Fazendo referência à obra Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre, Rainha disse que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) age como um senhor de engenho.

“O dia em que o negro entrou na Casa Grande e se encantou com os anéis, ele é tão reacionário quanto o dono de engenho. E o dia em que o negro nega a sua raça, seu sangue e sua história ele é tão branco como o dono de engenho. O que se está fazendo com o Judiciário é uma vergonha”, disse. “Esse País mudou de Casa Grande e Senzala? O que ele mudou? Nada. É um dono de engenho!”, afirmou.

Rainha almoçou nesta quarta-feira com João Paulo, que pode ir para a prisão a qualquer momento. Na segunda-feira, Barbosa determinou o cumprimento imediato da pena, mas saiu de férias sem assinar o mandado de prisão. A ordem pode ser emitida pela ministra Cármen Lúcia, que preside interinamente o STF durante o recesso até o dia 20 de janeiro.

Para o líder sem-terra, a condenação de João Paulo representa o preconceito que o partido e os movimentos sociais sofrem no País. “Eu quero dizer que esse país não mudou nada de Casa Grande e Senzala. Esse País continua igual. Os trabalhadores, negros, miseráveis e sem terra não têm voz e vez. Aqueles que ocupam cargo que representariam sua classe de origem se negam a ela para defender os exatamente os donos de engenho de olhos azuis”, disse o líder, que considera o deputado um preso político. (Terra)

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