sexta-feira , 18 abril 2014
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Prazos de validade dos alimentos

ReproduçãoDepois do preço, consultar o prazo de validade antes de pegar um item da prateleira e colocar no carrinho é hábito comum a quase todos os chefes e chefas de família. Não é difícil localizar as informações nutricionais, data limite para consumo e indicações de armazenamento no rótulo do produto. Mas, nem sempre foi assim e a regulamentação que obriga que constem os dados, Resolução RDC 259/02, é de 2002, estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O vencimento dos alimentos, segundo informou a Anvisa é estabelecido pelo próprio fabricante e fiscalizado pela Agência. Qual é o critério? , segundo a pesquisadora e nutricionista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ana Paula Bortoletto, explicou que são feitos testes para a observação de em quanto tempo começam a ocorrer mudanças microbiológicas, enzimáticas e químicas no produto. “Não existe nenhum feitiço que faça à meia noite e um do dia do vencimento o produto se estragar”, esclareceu a professora do curso de nutrição do Centro Universitário Senac, Gislaine Andrade. A data é estipulada com uma “margem de segurança”, segundo ela.

Os sucos naturais: Um suco de laranja, por exemplo, do ponto de vista de vitamina C, deve ser consumido em 15 minutos, contabilizou Gislaine. “Nunca ultrapasse meia hora”, recomendou. O risco de causar malefícios à saúde é pequeno, porém, a bebida perde todos os nutrientes, sofre alteração de sabor, surge amargor e acidez.

Carnes: Estão entre os alimentos mais perecíveis, pela alta concentração de água. A deterioração acontece, principalmente, por bactérias, disse Gislaine. “A carne começa a se deteriorar a partir do abate. Resfriada ela tem validade de 72 horas”, disse. As mais gordurosas podem ficar rançosas, com gosto de sabão em pouco tempo, alertou. Uma saída, é o congelamento: “é bastante seguro, desde que seja feito de forma rápida. Pode ficar até três meses no congelador em boas condições”. Manter por mais do que 90 dias no freezer provoca a formação de cristais e a carne fica borrachuda, segundo a nutricionista. “Ela queima e perde a água”. Outra solução para a perecibilidade das carnes é comprar o alimento embalado a vácuo. “A ausência de oxigênio dificulta o desenvolvimento de bactérias e permite que a carne dure, com a embalagem integra, 30 dias na geladeira”, contou.

Frutas, verduras e hortaliças: A Anvisa informou que não é exigida a indicação do prazo de validade para os alimentos. De acordo com Gislaine, a conservação deve ser feita sempre em refrigeração. “Na geladeira, sabemos que aguenta até cinco ou sete dias, mas é preciso avaliar as condições de armazenamento e a situação individual de cada alimento”, explicou.

Pães de forma: O maior problema dos pães, produto altamente perecível, segundo Gislaine, é que a alteração pode não ser visível ou palatável. Mesmo sem o bolor estar aparente, o produto pode ter alterações após o prazo de validade, que é, em média, de 10 dias. Depois de aberto, o pão deve ser consumido em três dias, segundo Gislaine. “Se colocar na geladeira, ganha dois ou três dias a mais do que a validade. Congelado, dura mais 30 dias”, contou.

Ovos: “Tem indicação para serem conservados em geladeira. Em refrigeração, eles têm durabilidade de até 20 dias”, disse Gislaine. Porém, o prazo só deve ser considerado se os ovos estiverem armazenados da forma adequada.

Queijo: Queijo em fatias e requeijão são altamente perecíveis, segundo Gislaine. “Evite comprar fracionado, as peças inteiriças e lacradas são mais duráveis”, aconselhou. Fechado, as marcas estipulam cerca de 50 dias sob refrigeração para o requeijão cremoso. Depois de aberto, o requeijão cremoso e o queijo minas devem ser consumidos em até 72 horas. “A mussarela e o presunto aguentam mais, até quatro ou cinco dias”, disse.

Manteiga: Costuma ter prazo para consumo de 90 dias contados a partir da data de fabricação. Porém, depois de aberto, o produto deve ser consumido em até 10 dias, em média, segundo fabricantes. O alimento deve ser conservado em geladeira.

Feijão: Com a perda da umidade, o feijão sofre alterações em características importantes como a coloração clara, tempo de cozimento – que aumenta – e fica com o caldo mais ralo. Além disso, os grãos estão sujeitos à contaminação por carunchos. “Os fabricantes colocam como prazo seis meses, mas o ideal é que seja consumido em três meses”, disse Gislaine.

Arroz: A validade do arroz, de acordo com Gislaine é de cerca de um ano. “O arroz mais velho fica mais seco e soltinho”, comentou. Porém, ela ressaltou a importância de conservar o arroz em local seco, livre de roedores e insetos e com pouca luminosidade. O arroz também deve ser consumido em até três meses, segundo Gislaine.

Hambúrguer e frango empanados e congelados: Os alimentos congelados, como hambúrguer e peito de frango empanado têm validade longa pelo teor de sódio, embalagens próprias para conservação de longo prazo e por estarem congelados. Os dois alimentos industrializados costumam ter quatro meses de validade, segundo fabricantes. As principais alterações dos produtos acontecem na textura e sabor, disse Gislaine.

Salsicha: Segundo fabricantes, o alimento pode ser conservado em geladeira por entre 45 e 120 dias, a 8°C. Depois que a embalagem for aberta, o produto deve ser consumido entre dois e cinco dias. Se congeladas, as salsichas podem durar meses, de acordo com o estipulado por cada marca.

Lasanha congelada: O alimento industrializado congelado costuma ter seis meses de validade, desde a fabricação. Se armazenado em temperatura indicada com a embalagem intacta, tem boa durabilidade. Porém, como lasanha costumar ter queijo, Gislaine alertou para deixar o produto para o fim da despesa e se certificar que está congelado.

Suco de caixinha: A regra, segundo Gislaine, é parecida com a do leite. Com a embalagem fechada, o prazo de validade é de, em média, seis meses. Depois de aberto, as alterações microbiológicas começam a acontecer em 72 horas, às vezes em 24 horas, disse a nutricionista. Podem ocorrer alterações nos níveis de açúcar e alterações por fungos.

Leite: Segundo Ana Paula, deve-se sempre verificar o prazo estipulado pelo fabricante. Em média, o leite de caixinha costumar durar 180 dias, fechado e armazenado da forma indicada. Depois de aberto, segundo Gislaine, deve ser consumido em três dias. O pasteurizado, que é vendido em saquinho, dura ainda menos, disse ela. Congelar, de acordo com Ana Paula é uma forma de estender o vencimento. “Muitos produtos têm na própria embalagem uma validade para quando congelado”, explicou. Congelado, segundo Gislaine, pode durar 90 dias.

Creme de leite e leite condensado: Produtos enlatados são vendidos como não perecíveis e têm durabilidade longa, “de seis a oito meses em embalagem fechada”, segundo Gislaine. Depois que abrir a embalagem, o consumo deve ser feito em até 48 horas, mas o ideal é que seja imediato. “São lácteos, têm tendência a estragar”, completou.

Coco ralado: Os fabricantes estimam cerca de oito meses de validade com embalagem lacrada. Segundo Gislaine, o produto é um exemplo dos alimentos que sofrem transformações químicas e biológicas. “Acontece a oxidação dos lipídios, o coco ralado fica com gosto de sabão, de ranço”, disse a nutricionista. O produto vale por cerca de oito meses com embalagem lacrada e 10 dias após aberta.

Maionese: Com a embalagem fechada, os fabricantes costumam estipular oito meses de validade, pois o alimento está em uma atmosfera modificada, explicou Gislaine. Depois de aberta, o ideal é consumir em sete dias, com armazenamento em geladeira, disse a nutricionista. Algumas marcas, no entanto, dão como prazo de vencimento até 30 dias depois que a embalagem por aberta.

Refrigerante: O prazo de validade varia de acordo com a embalagem e o fabricante, mas em média fica entre 3 e 9 meses. Para chegar à data ideal, Ana Paula, explicou que os pesquisadores expõem o refrigerante a condições adversas que antecipem a deterioração. Assim, estipulam o prazo. Segundo Gislaine, o refrigerante tem alto teor de açúcar que é um conservante natural. Porém, Ana Paula alertou que, apesar de ter validade “ótima”, a manipulação em temperaturas inadequadas pode fazer o produto estragar mais rápido. O produto pode sofrer alterações químicas e criar resíduos no fundo, completou Gislaine.

Pó de café: É um produto perecível, no entanto, Gislaine explicou que a questão é a perda de sabor e aroma, pois são voláteis. Uma vez que a embalagem for aberta, o produto começa a perder as características. “Deve ser conservado em potes bem fechados e escuros, na geladeira. A luz oxida os compostos gordurosos e o pó pode rancificar”, disse a nutricionista. O ideal é consumir em até 15 dias. Fabricantes costumam estipular prazo de validade de um ano, com a embalagem fechada.

Açúcar: Fabricantes costumam estipular um ano de validade. Segundo Gislaine o açúcar em pó é um conservante natural, tem baixa quantidade de água e, por isso, se torna inviável ao desenvolvimento bacteriano. O armazenamento, segundo ela, não é difícil, o que diminui os casos de alterações nos produtos. Em nota, a Anvisa informou não ser obrigatório informar o prazo de validade.

Sal: Assim como o açúcar é um conservante natural, com baixa quantidade de água e, portanto, não tem tendência a desenvolver bactérias. O armazenamento costuma ser fácil e apesar de os fabricantes estipulam, em média, um ano como prazo de vencimento. A Anvisa, em nota, informou não ser obrigatório informar o prazo de validade.

Pimentas: Alguns molhos de pimenta chegam a ter dois anos de validade, desde que armazenados de acordo com as indicações do fabricante. Depois de aberto, o produto deve ser mantido em geladeira e consumido em dois ou três meses, no máximo.

Azeitonas: Segundo Gislaine, o tempo de validade depende do tipo da azeitona, se é cortada e se tem caroço. “Em geral, têm boa tolerância e resistem bem em refrigeração”, disse. Fechada pode durar até três anos. Depois que o recipiente for aberto, o consumo deve ser feito em cinco dias, se guardado na geladeira. “Em temperatura ambiente, em dois dias”, completou Gislaine. Por ser rica em gordura, pode ocorrer a rancificação e também a contaminação por fungos. Com informações do Terra

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